Ainda sobre depressão

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O assunto depressão me desperta muito interesse. Apesar de hoje em dia as pessoas falarem mais sobre o assunto, ainda acho que falta muito a ser feito. O descaso com a doença é real e prejudica não só quem passa por isso, como quem já passou ou tem alguém próximo nessa situação. 

Tive a oportunidade de conversar com uma especialista em transtorno emocional e vou dividir o bate-papo com vocês.

Ana Carolina Neiva é psiquiatra, formada pela UFRJ e especialista em casos suicidas. No momento, está escrevendo sua tese de doutorado sobre o olhar da sociedade diante de pessoas que apresentam instabilidade emocional. 

"A depressão está ligada ao modo que a pessoa compreende os altos e baixos do dia a dia. As redes sociais contribuem cada vez mais com a fantasia de uma realidade perfeita e o discurso de que se você quer você consegue pode afetar de forma negativa quem precisa de ajuda.”, explica a especialista. 

Um estudo feito pela revista americana Time em 2016, mostra que a procura de pacientes depressivos por psiquiatras e psicólogos aumentou de 22% para 65% nos últimos dez anos. Mas, esses números não são proporcionais a campanhas informativas e por isso, a depressão ainda é de pouco entendimento.

"A iniciativa do governo com o Setembro Amarelo aumento muito a procura por ajuda. Mesmo assim, é importante dizer que pessoas em depressão não precisam somente de um ombro amigo, mas sim de tratamento médico, com psicólogos e psiquiatras. Dependendo do caso, acompanhamento medicamentoso é necessário.", conclui Ana. 

O paciente depressivo as vezes demora a entender que está em depressão, por isso quanto mais informação sobre a doença melhor. A duração do tratamento varia, mas só do paciente já estar sendo acompanhado por pessoas qualificadas, a qualidade de vida aumenta e a forma de encarar frustrações começam a ser compreendidas mais facilmente. 

Não deixem de tentar ajudar, mas lembrem-se que a assistência médica é obrigatória. 


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