Já repararam que nós brasileiros temos a vergonhosa mania de criticar qualquer forma de manifestação pública de solidariedade?
Todas as vezes em que somos nocauteados por algum ataque terrorista, fenômeno natural ou até mesmo displicência política de alcance internacional, o mundo volta todas as atenções para tal acontecimento.
Na contramão de reportagens, posts e hashtags solidárias, surgem aqueles que gostam de criticartudo e todos. Internet é terra de ninguém, não é mesmo? Deixa a galera passar.
Quando um terrorista mata centenas e as pessoas se comovem, sempre tem aquele grupo que chega para reclamar ou falarque no Brasil vivemos atos de violência todos os dias e ninguém fala nada, ou ainda, se em algum lugar espera-se pela chegada de um furacão e alguém ousa demonstrar qualquer sinal de preocupação, o mesmo “grupinho” faz críticas e aponta que todo ano tem enchente no subúrbio eninguém liga.... por aí vai.
Não importa onde é a tragédia, se é crime ou desastre natural. A questão é a importância que damos para a solidariedade e/ou tristeza alheia.
Prova disso, foi o que aconteceu no último domingo (2) no Rio de Janeiro, trazendo a todos nós perplexidade e um certo sentimento de impotência.
O Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, quinto museu mais importante do mundo, pegou fogo. A maior parte do seu acervo com aproximadamente 20 milhões de itens, foi totalmente destruído. 365 minutos de silêncio depois dessa última frase.
Muita tristeza. Muita vergonha.
Um legado irrecuperável e um futuro cinzento.
Violência contra cultura. Descaso com a educação.
REVOLTA.
O mais lamentável?
É ter que conviver com pessoas criticando a dor dos que choram. É ter que ouvir: "Ué, mas a maioria ali prefere o Louvre!", "Vocês só estão falando disso porque pegou fogo" ou ainda ter que ler "Gente, a última vez que vocês foram nesse museu foi com a escola no Ensino Fundamental.".
É um batalhão de unidos pelo ódio.
Eu pergunto para vocês: É sério isso?
É sério que vocês querem dar pitaco no que eu quero me sensibilizar ou não?
É sério que vocês sempre vão cavar até onde não existe argumento para destilar intolerância gratuita?
Chegou a hora, literalmente, da gente meter a "fênix" e ressurgir das cinzas e dos escombros.
Chega de mimimi, pelo Amor de Deus!!
Muito triste o que aconteceu :/
ResponderExcluirExatamente!!!
ResponderExcluirComplicado... Uma nação que trata mal o seu passado jamais terá futuro. Quando não entendemos nossa origem, não conseguimos planejar onde queremos chegar. Esse desgoverno que usurpou o poder, usurpa agora a memória do Brasil. 365 minutos de silêncio...
ResponderExcluirA gente sempre quer diminuir a dor dos outros. Toda dor é importante. O mais importante é aprender com ela. Que esse seja o ultimo museu afetado pelo nosso relaxamento.
ResponderExcluirA dor pelo que aconteceu ainda é forte. Ainda sinto aquela vontade de chorar quando penso no tudo que perdemos, seja pelo passado, o que significa dizer, pelo futuro que a geração atual não terá. Além do acervo e de toda nossa História (nossa e da América Latina, do Egito, de um pouco da França pelas cartas da irmã de Napoleão à nossa Leopoldina, etc, etc) foram perdidos também anos de pesquisa, os empregos de funcionários do Museu, a dedicação arqueólogos, antropólogos, botânicos e de muitos com o nosso patrimônio. Trabalhos inteiros de Linguistas que se empenharam muito em tentar recuperar as línguas indígenas que eram faladas no Brasil na época e antes do "Descobrimento" do Brasil...tudo hoje jaz em cinzas. É no mínimo de sentar e chorar diante da perda que toda nossa nação teve. Alguém por acaso já imaginou o Louvre pegando fogo? Pois é, o Museu Nacional era o nosso Louvre e deixamos que ele queimasse antes pelo descaso, e depois pela nossa ignorância em não dar valor ao que é nosso. Não existe tragédia maior ou menor, não existe "a dor do outro" quando o que se perde é a História de todos. Dor é dor, não existe distinção...
ResponderExcluirConcordo plenamente! Sinto que as pessoas têm cada vez mais ódio, mais sangue no olho.... muito triste
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